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10-06-2018 - "Se não fosse teu, Cristo meu, seria um navegante falhado, seria uma alma morta” – D. Giussani

31.05.2018, Procissão Corpo Deus, Lisboa

Fazia parte da equipa do serviço de ordem e teria de estar na Sé pelas 14h30. Estava atrasadíssimo e ao encaminhar-me a pé para o local por volta das 16h00 dei comigo a pensar que motivos sérios me tinham feito chegar tão atrasado a um compromisso tão importante. Não deixava de me lamentar e arranjar justificações, uma acertadas, outras nem por isso. Entrei apressadamente na Sé com a urgência de encontrar o responsável da equipa para pedir desculpa e me justificar pelo que distraidamente nem me dei conta que já estava no interior de Sé…deparei-me com um amigo nosso ao qual mostrei a minha frustração. Ele ao ver-me assim disse-me “- Já falaste ao Patrão?”; aquela pergunta tirou-me do bloqueio. Rapidamente o “prestar de contas” ao responsável de equipa SO transformou-se num imenso reconhecimento da minha fraqueza mas ao mesmo tempo de pureza e gratidão simplesmente pelo facto de que Ele me dava tudo e que fazia naquele momento, precisamente uns segundos antes dentro da minha total distração.

Diz na Introdução dos Ex. Fraternidade, ponto 3. Cristo, Esperança de Realização: “Não há outra possibilidade para reencontrar o entusiasmo do início que possamos ter perdido: «Sem esta simplicidade, sem esta pobreza, sem termos a capacidade de levantar o olhar de nós mesmos para aquela Presença, é impossível uma companhia que remova de si aquele empecilho último, […] que se torne verdadeiramente uma ajuda para o caminho até ao destino […]. É preciso levantar o olhar de mim para essa Presença, para a presença de Cristo»”.


03.06.2018, Caritativa Banco Alimentar

Um amigo nosso, responsável por algumas equipas do Banco Alimentar telefonou-me a informar que iriam mais uns 4 rapazes que não estavam inscritos mas que tinham ido na véspera e ficaram muito contentes em poder ajudar, em serem úteis. Que tinham saído cheios de contentamento pelo que tinha acontecido. São rapazes institucionalizados e que também são acompanhados por uma amiga nossa. Achei que muito provavelmente quereriam voltar somente porque assim estariam entretidos, “cá fora”, que não deveria ser assim tão importante para eles. Duvidei. Precisava de verificar. Assim dirigi-me para o supermercado com a curiosidade de conhecer estes rapazes que quiseram voltar no dia seguinte, tentar perceber o que os movia e que me estava a faltar a mim. Depois de os conhecer, de termos conversado dei-me conta que o importante não era a estatística de quantos deram ou se deram pouco ou muito. O que me foi dado ali foi o contrário da desmoralização do coração: «a esperança». Aqueles rapazes «faziam uma experiência verdadeira de humanidade, pois eram leais com o acontece nas suas vidas; tinham esperança no próprio destino, na própria realização. […] O conteúdo de tal esperança é de facto aquilo que o anjo disse a Nossa senhora: “a Deus nada é impossível”». Sem nenhuma medida própria a defender aqueles rapazes educaram-me a re-viver, mesmo que por mais algumas horas até ao próximo erro, distração, a ter no meu olhar «o Deus verdadeiro, o vivo, vivente, aquele que se tornou homem, Cristo»

Paulo, Lisboa

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